Paciência

Close up of woman's hand holding open book

Eu sempre fui sensível a sentimentos. Todos eles. Vivia cada um da forma mais intensa possível. Eles costumavam transbordar através de palavras, ações… Era difícil conter. Ser assim nunca foi proposital e por muitas vezes, nada agradável. Eu cansava de dizer que se pudesse escolher, viveria apenas um pouco deles, dessa forma, o coração e a mente seriam mais tranquilos e nem por isso eu deixaria de sentir o que qualquer ser humano comum sente. Mas não tinha muito o que fazer uma vez que esse tipo de coisa era só mais um traço de minha personalidade forte.

Certo dia amanheci estranha. Durante o banho fiquei pensando a respeito daquela estranheza toda e tentando entender. Não demorei até perceber que estava…neutra?! Curioso. Estaria tudo finalmente em equilíbrio? Hum! Seria bom demais para ser verdade. Enquanto enxugava os cabelos e pegava uma xícara de café, vi um livro em cima da mesa aberto ao meio e uma folha dobrada em cima. Estava escrito:

“Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente. Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem.”

Aquilo me preencheu e deu sentido ao que eu tentava entender. Eu havia dito e feito tudo o que havia para dizer e fazer, com isso, os sentimentos automaticamente se acalmaram e a tranquilidade tomou conta do meu ser. Daí em diante, que aconteça o que tiver que acontecer. Paciência.

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