Como foi a introdução de alimentação natural do meu cachorro

alimentação natural para cães

A indústria tem um peso tão grande na vida da gente hoje que compramos as coisas prontas no supermercado – e consequentemente menos saudáveis e nutritivas -, sem antes parar para pensar se é simples e rápido fazer em casa com ingredientes naturais, que obviamente é o que o nosso corpo prefere por ser feito de natureza. Quer um exemplo? Molho de tomate 😉 A consequência disso é uma população cada vez mais doente e essa é só a ponta do iceberg.

Eu não me excluo desse grupo. Só comecei a pensar nesse tipo de coisa depois que engravidei de Alice. Durante a gestação fui consumindo conteúdo a respeito, me surpreendendo, me indignando e mudando aos poucos rotina da família. Hoje até o Mike – que até então comia ração – entrou na vibe e hoje come comida de verdade, ou seja, carne, vísceras, verduras, legumes, grãos, frutas, laticínios, etc.

Gasto mais? Tem mês que sim, tem mês que não. Depende muito do que vou oferecer. Dá um pouco mais de trabalho? Dá! Eu tenho que ir comprar os ingredientes, cozinhar tudo – optei por essa opção -, pesar, separar as porções, congelar e descongelar para oferecer para ele. Antes era só ir comprar a ração, abrir o pacote, colocar um pouco na vasilha dele e pronto. Mas essa nova forma de alimentá-lo não me toma mais que três horas por semana. Pela saúde, bem estar e felicidade dele, acredito que valha e muito a pena dedicar esse tempo à ele. Não acho justo a família toda comer direitinho e ele não. Ele não é pior que nenhum de nós.

Antes de começar a introduzir alimentação natural na vida dele, o levei ao veterinário para saber como estava sua saúde e estava tudo bem, então começamos.

Como ele é de porte pequeno – tem 6 Kg -, a quantidade de comida não é muito grande, então dá para tirar aí umas duas horas na semana para fazer de uma única vez as refeições da semana toda. São 14 potinhos. Eu divido a quantidade do que ele precisa por dia em duas refeições para ficar mais fácil.

A quantidade do que ele precisa eu tirei multiplicando o peso ideal dele pela % de comida indicada para o porte dele, daí o resultado é a quantidade de alimento que ele deve comer por dia em gramas. Dessa quantidade, 30% tem que ser carne, 30% vegetais, 35% carboidratos e 5% vísceras + complementos.

Como a vida toda ele comeu ração, não dava para tirar de uma única vez, então eu fui misturando com a alimentação natural – equilibrando as porções, claro – e tirando cada vez mais a ração até que ele passou a comer apenas a alimentação natural. Desde o primeiro dia ele aceitou super bem. Tenho certeza que se eu tirasse a ração de uma vez ele comeria de boa, mas o problema é que o corpinho dele ainda não estava preparado e ele podia passar mal.

De seis em seis meses nós fazemos check up completo para saber se está tudo bem com a saúde dele. Sempre esteve. E seguimos assim.

Hoje o Mike é um cachorro muito mais feliz, que come absolutamente de tudo – o que cachorros podem comer -, come tudo em todas as refeições, não fica doente – nem um resfriado, nem um estômago virado, nem uma dorzinha de barriga -, fezes uma vez por dia e sempre durinhas, enfim. Só alegria.

Se você quiser saber mais a respeito dessa nova forma antiga de alimentar o seu cãozinho ou gato, sugiro o site Cachorro Verde que é uma fonte de informação extremamente detalhada e completa sobre o assunto. Lá tem tudo e mais um pouco do que você precisa saber antes de começar a oferecer alimentação natural para o seu bichinho. Eles também tem cursos muito bacanas sobre o assunto e com preços acessíveis. Vale a pena o investimento.

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