Das série de aventuras da maternidade

Eu já estava pronta para tomar banho quando Alice resolve querer água. Vou lá na cozinha mó peladona, aí ouço o barulho da porta. Era ela – que alcança o botão do elevador – fugindo ao perceber que o Manoel não trancou a porta ao sair.

Aí foi aquele desespero que você já sabe que eu sinto, né? Eu não sabia se perdia tempo chamando ela – que não ia vir, obviamente – e não dar tempo de fazer mais nada antes do elevador chegar, se ia atrás dela do jeito que eu estava mesmo, se corria o risco do elevador chegar antes de mim ao ir colocar uma roupa, aí me vi tentando decidir isso igual uma barata tonta na frente da porta, que estava aberta e que é de frente para a da vizinha, que além de ter olho mágico, poderia abri-la a qualquer momento, isso se não chegasse alguém vindo dos lances de serviço ou do próprio elevador. E o Mike no meio da arte dela, né? Por que agora os dois estão assim. Os 5 segundos mais tensos dos últimos tempos.

Optei por colocar a roupa. Nunca me vesti tão rápido na vida.

Chego no corredor ela não está. Mike está sentado olhando para o elevador. Dá aquele quase ataque cardíaco e eu não sei o que fazer.

Ouço uma risadinha vindo de dentro de casa. Penso que é demônio rindo de mim, mas é só ela no quarto brincando.

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