Pequenas mudanças que você pode fazer para ter uma alimentação mais saudável #01

vilões açúcar branco, óleo e sal refinado

Acho que vou começar a falar mais sobre alimentação aqui no blog. Adoro estudar sobre o assunto e aplicar o que aprendo em casa, então porque não compartilhar também, não é mesmo?

Já indo direto ao ponto, a primeira coisa que eu sugiro que você faça é mudar a forma como você enxerga o hábito de se alimentar. Comer é muito bom, dá prazer, mas não é e nem deve ser só isso. Você precisa entender que o que você dá para o seu corpo precisa fazer sentido e precisa ter qualidade para que ele funcione bem.

Imagine um carro. Você fica lá colocando combustível ruim nele, uma hora o que acontece? Ele começa a dar problemas, não é? Com o nosso corpo é a mesma coisa.

Apague da sua cabeça a frase “comi e não morri” e afins. O lance não é o presente, mas sim o futuro. Hoje, com um corpo jovem, pode ser que não aconteça nada mesmo, mas conforme ele vai envelhecendo é que a gente começa a notar os prejuízos.

Veja a geração dos nossos bisavós, quantos anos ela viveu com uma boa saúde? Era uma época em que a indústria não estava tão presente na vida das pessoas como hoje. As pessoas plantavam, criavam e faziam a própria comida. Já a geração dos nossos avós e principalmente a dos nossos pais, são as que mais estão sofrendo as consequências da ingestão de alimentos fabricados. Nunca se viu tanta gente doente como hoje em dia.

Percebendo isso, de uns poucos anos para cá tem se falado cada vez mais sobre hábitos alimentares, sobre a importância de consumir alimentos que você consegue traçar a origem, sobre preparar as suas próprias refeições, sobre oferecer alimentos o mais natural possível para as crianças, etc, e aos poucos o cenário está mudando.

É óbvio que a vida hoje é muito diferente da vida dos nossos bisavós, mas é possível nos adaptar e acredito que podemos começar substituindo algumas coisas por outras. Muda preço, muda sabor, mas muda também que a gente passa a experimentar coisas novas, a sentir diferente, muda a qualidade de vida, a disposição, muda que o que a gente investe em comida de verdade a gente economiza em remédio, médicos e hospital, muda que a gente vive mais tempo, muda que a gente se sente mais feliz, muda muita coisa para o lado positivo, então vale a pena.

Uma coisa que é SUPER presente na cozinha do brasileiro é o óleo de soja, de girassol, de canola, milho, algodão e afins. Esses são exemplos de óleos nada saudáveis simplesmente por não serem naturais. São geneticamente modificados (quase que 100% de sua composição) e hidrogenados (um tipo de gordura criada pela indústria).

Por não ser natural, o corpo não tem a menor ideia do que você está ingerindo e não sabe o que fazer com aquilo, daí ela começa a se instalar em lugares que não deveria ao invés de ser aproveitada pelo organismo. O seu coração e as suas veias são quem mais sofrem com isso e daí surgem as câimbras, derrames e infartos. Se você ler nos rótulos dos produtos que consome: “gordura trans”, “gordura hidrogenada”, “óleo vegetal”, “gordura saturada”, por exemplo, deixa ele lá na prateleira 😉

“Ok, mas então que diacho de óleo que eu tenho que comprar então?”

Óleo de coco, azeite de oliva e banha. Banha é a melhor opção para cozinhar. Tem também a manteiga, que é outra ótima opção para cozinhar e que ao contrário do que as pessoas acham por causa de boatos do passado, é uma beleza para a saúde. O sistema nervoso, por exemplo, fica feliz demais quando você come manteiga 🙂 Mas tem que ser manteiga mesmo, aquela feita com creme de leite.

Margarina, mesmo aquela que passa na televisão dizendo que faz bem para o coração, não faz bem coisa nenhuma. Aliás, chega fico com raiva quando vejo esse tipo de coisa. Devia ser crime mentir para o consumidor desse jeito. Se você parar para ler os ingredientes de uma margarina qualquer vai ver que (além de ser gordura hidrogenada) isso nem podia ser considerado comida, então uma outra substituição que você pode fazer na sua casa, é de margarina por manteiga.

Sal é outra coisa que brasileiro gosta e muito e não teria problema nenhum (se consumido dentro da quantidade recomendada por dia, claro, que é 5 gramas) se o preferido não fosse o processado, refinado e cheio de químicas. Lembra que lá em cima eu falei sobre você ingerir o que faz sentido? Qual o sentido de consumir um sal que não dá nada para o seu corpo? O sal “normal” é absurdamente pobre em nutrientes e tem sódio pra caramba. Já parou para reparar na quantidade de pessoas que você conhece que tem hipertensão?

O sal light e líquido são as melhores opções para quem é hipertenso. O sal marinho e o sal rosa são duas das melhores opções em substituição ao sal comum. O preço é mais elevado? É! Mas você encontra por um preço excelente em zonas cerealistas, por exemplo. Não espere preços bons em supermercados, você jamais encontrará 😉 De qualquer forma, você não pagaria mais para, no caso do sal rosa, ter mais de 80 minerais importantes para o seu corpo no lugar de zero que é o que o sal comum oferece? Acho um benefício gigantesco trocar.

Outra coisa que brasileiro gosta muito é açúcar (recomenda-se o consumo de 25 gramas por dia, considerando que massas, por exemplo, também viram açúcar depois de ingerido), mas assim como o sal comum, o açúcar que vive na mesa do brasileiro é processado, refinado e cheio de químicas, além de também ser pobríssimo em nutrientes. Faz algum sentido consumi-lo?

O melhor açúcar que eu conheço hoje é o de coco, mas mesmo em zonas cerealistas o valor dele é bastante elevado, aqui em casa mesmo consumimos as vezes só. No lugar dele dá para usar o mascavo ou o demerara. O mascavo, assim como o sal rosa, é rico em nutrientes e sempre dou preferência para os mais escuros e úmidos que encontro por aí. O demerara é uma opção mais em conta, passa por refinamento mas ainda mantém nutrientes, então ainda faz sentido consumir, especialmente se for orgânico.

Stévia é uma opção natural de adoçante para quem não pode consumir açúcar. Esses adoçantes que você encontra no supermercado, que passa na televisão, são criados pela indústria também e péssimos para a saúde. Sempre que eu vejo alguém na frente da gôndola decidindo qual levar, abordo e explico o quanto é uma opção ruim. Sim, sou dessas 😉 Fica a critério da pessoa confiar ou não em mim.

Bom, embora eu tenha tentado resumir bastante o texto, ele ficou enorme rs Continuo numa próxima. Um recado que eu deixo é: faça o melhor que você puder por você e sua família, mas sem se torturar (principalmente pelo passado) e sem tentar ser perfeita(o), tá? Por mais boa vontade que a gente tenha, é impossível atingir a perfeição, aceite isso.

Boa sorte! 🙂

1 Comment

  1. A gordura no fígado é muito sério ( http://www.vulcanoad.com.br/gordura-no-figado/ )

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