Por que uma amizade acaba?

Eu não sei vocês, mas vira e mexe, em looping, durante toda a minha vida, amigas muito queridas pra mim, simplesmente, se vão.

Não rola barraco, não brigamos, mas também não é um simples afastamento. Nós realmente deixamos de ser amigas.

Eu estou vivendo exatamente esse processo agora. É tão esquisito, mas tão coerente ao mesmo tempo: para o amor que une uma amizade conseguir durar, ele precisa obedecer uma Ordem muito profunda: na Lei Básica da Alma, quem recebe precisa dar. Quando uma pessoa foi machucada, e não recebeu o que necessitava numa relação primária (pais e familiares), se fortalece pra não precisar receber ou não precisar de ajuda. É sempre forte nas relações. Essa sou eu! Eu oculto o medo de não me sentir atendida e aí não peço nada, ou muito pouco. Eu não me abro para receber.
E numa relação em que eu dou, dou, dou e não sinto que recebo em equilíbrio, aquele que não tem recursos para me dar à altura… se afasta.

Eu indico clientes, eu bombo a agenda, eu dou dicas, ferramentas, dou meus serviços de forma gratuita, não cobro permutas, quando me sinto em desequilíbrio não falo e aí… o amor que une não consegue mais suportar tanta arrogância. Sim, pra humildade chegar preciso olhar para minhas sombras.

Tenho refletido e não é de hoje:
– Quanto eu tenho me permitido receber?
– Quanto eu consigo pedir?
– Quanto eu aceito que o outro talvez não possa me dar algo naquele momento?

Muito embora eu saiba o quanto já amadureci, é visível quando visito esse sentimento de “estão me sugando”, “não estão me valorizando”, “eu não quero mais ser a boazinha”. Isso tudo é uma manifestação da minha necessidade oculta de receber agradecimentos, elogios e reconhecimento.
Eu percebo quando dou muito isso: o ato de dar de forma desequilibrada traz uma sensação de poder. Uma pessoa equilibrada, que busca por relações saudáveis, ajuda à medida que não diminui, que respeita, é a ajuda que gera evolução ao outro, pois é a ajuda que busca por soluções para a dificuldade.

Eu também percebo o quanto consigo fazer isso na grande maioria dos meus relacionamentos! Não é por acaso que estou há 8 anos com o meu marido, que minha agenda é próspera, que meus encontros em grupo fluem. Que sou bem quista por onde passo. Eu sei disso! Eu sinto isso. Eu tenho me curado, o Universo, Deus, essa força que sustenta tudo tem percebido minha intenção genuína.
O dar em uma situação na qual não há relacionamento como, por exemplo, ajudar um morador de rua ou crianças carentes, tem outra compreensão. É uma força que se coloca à serviço da evolução, assim essa ajuda é bem-vinda.

Mas numa amizade, quem dá também recebe e quem recebe também dá. Se não for assim, o rompimento acontece.

Daqui, eu tenho trabalhado esses mistérios que vêm se revelando a mim.
Hoje eu sei porque meu casamento é equilibrado, como as minhas melhores amigas de fato serão pra sempre: sutilmente entramos num fluxo de equilíbrio.

Aos amores e amizades amorosas que chegaram, ficaram um período e se foram, hoje eu sei: eu fico com 50% do deu certo e deixo com vocês 50% do que deu certo. Também fico com 50% do que deu de errado e deixo vocês com 50% do que deu de errado.

Mais um despertar pra conta 🦋

Camila Martinez Précoma ensina ferramentas de autoconhecimento pra você encontrar o seu lugar no mundo. Trabalha com constelação familiar, astrologia, coaching e meditação.

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