A minha experiência com contraceptivos

woman-taking-pill-with-water---picture-data

Recentemente uma leitora desabafou aqui no blog sobre não aguentar mais usar pílula anticoncepcional e pediu que eu contasse sobre a minha experiência com métodos contraceptivos.

Antes de tudo vale dizer que a minha intenção com esse texto é apenas contar sobre a minha experiência mesmo, infelizmente não vou poder te indicar nada, afinal, não estudei para isso, diferente de um ginecologista que é quem você deve procurar se quer começar a usar algum método ou trocar o que você já usa. O método escolhido vai depender de MUITA coisa 😉

Pílula

Aos 16 anos descobri que as cólicas menstruais que me deixavam de cama e o ciclo menstrual desregulado eram causados por cistos nos ovários. Foi por esse motivo que comecei a tomar pílula – etinilestradiol + acetato de ciproterona.

Segundo a minha ginecologista daquela época, depois que eu me curasse dos cistos podia continuar tomando a mesma pílula e assim fiz até engravidar de Alice. Mas descobri que essa pílula não deve ser usada como contraceptivo e após o tratamento dos cistos que leva uns 6 meses dependendo da gravidade, ela deve ser dispensada.

Náuseas, dores de cabeça e alterações de humor eram algumas das coisas que faziam parte do meu dia a dia e eu não tinha feito nenhuma ligação com a pílula, mas depois fez todo sentido. Eu tomei durante quase sete anos a pílula errada.

Leia: Aplicativo para lembrar de tomar pílula anticoncepcional

Injeção

Depois que Alice nasceu meu obstetra indicou – se eu me lembro bem do nome – acetato de medroxiprogesterona, uma injeção que precisava ser tomada de três em três meses e era segura durante a amamentação.

Era confortável não precisar ficar lembrando diariamente de me proteger de outra gestação e também não menstruar – coisa que eu nunca gostei. Mas essa injeção só faltou me deixar maluca.

As alterações de humor ficam MUITO tensas, me vi extremamente deprimida pela primeira vez na vida, a libido diminuiu para quase zero, eu vivia cansada, inchada, tinha bastante dor de cabeça, os cabelos mudaram (ficaram oleosos em cima e sempre muito ressecados nas pontas) e caíam MUITO, a pele nunca mais foi a mesma (oleosa, com espinhas e cravos, coisa que eu não tive nem na adolescência), enfim.

Foi uma fase muito difícil e meu casamento só está de pé hoje por que meu marido teve MUITA paciência. Eu comentava com o médico sobre tudo de diferente que estava acontecendo e como eu vinha me sentindo e ele dizia que era normal por causa de todas as mudanças que ocorreram na minha vida após o nascimento de Alice, mas que tudo ia voltar ao normal quando eu me acostumasse com a nova rotina. Eu achava muito estranho.

Um dia desconfiei da injeção e pedi a bula para o farmacêutico – sempre que ele aplicava a caixinha já ia para o lixo – e quando eu li os efeitos colaterais, adivinha só? 🙂 Sentei com o meu marido, expliquei tudo, mostrei a bula para ele e decidimos que eu não tomaria mais nada por um tempo.

Camisinha

Esse foi o método que adotamos até agora. Tem funcionado muito bem, mas não é o mais confortável para nenhum de nós dois. Conversamos e decidimos testar outros métodos (já tem uns dois anos que estamos usando esse).

VasalGel

Confesso que fiquei traumatizada com hormônios, principalmente depois da injeção e talvez por isso eu ainda acredite que algumas coisas que eu ainda sinto são causadas por ela, foram desencadeadas por ela, sabe? Aí meu marido começou a pesquisar sobre anticoncepcionais masculinos. O VasalGel, um gel que é aplicado no canal aonde passam os espermatozoides e impede que eles sejam liberados na ejaculação, é o método que assim que for lançado, ano que vem, ele vai aplicar. É reversível, então se ele não se sentir bem, vai ver outras opções.

DIU de Mirena

Até o VasalGel ser lançado e o marido conseguir aplicar, tem chão. Então há alguns meses fui ao meu ginecologista atual e comentei com ele sobre a minha vontade de colocar DIU de Mirena, um objeto em forma de T que é implantado dentro do útero através de intervenção clínica não cirúrgica. Dura cerca de cinco anos se o corpo aceitar bem e, embora também tenha hormônios, é num nível muito menor e fica tudo bonitinho apenas lá dentro do útero. De todos os métodos que eu pesquisei até hoje, esse parece o mais adequado para mim.

Ele disse que precisaríamos fazer um check up completo e somente após ver os resultados e conversar sobre outras questões, decidiríamos o que fazer. Aproveitei e fui em uma endocrinologista, contei toda essa história para ela e mais algumas coisas, mostrei os exames que o ginecologista tinha me pedido e ela me pediu mais alguns complementares.

Exames todos prontos, voltei lá. BEM resumidamente, chegamos a conclusão de que não estou em um momento bom para decidir algo a longo prazo assim. Ele me indicou outra pílula – drospirenona clatrato de etinilestradiol betaciclodextrina – disse para eu ler a bula direitinho, tomar a primeira cartela e prestar bastante atenção nos sinais desde já e qualquer sinal para ruim que aparecer, que é para eu voltar lá. Além disso, me indicou um polivitamínico também. Vamos fazer um teste de três meses e voltar a conversar. Começo no primeiro dia da próxima menstruação. Vamos ver.

Método natural

Essa semana eu soube de outro método que até então era desconhecido para mim, o natural, que aliás, é tão óbvio que eu não sei como nunca pensei a respeito da existência disso rs Não é tabelinha, é observação do corpo mesmo. Nosso corpo dá todos os sinais que a gente precisa para saber que está no período fértil, claro, como ele dá todos os sinais para várias outras coisas e a gente que não sabe reconhecer.

Um resuminho bem bacana feito pelas meninas do Comum:

Tenho lido a respeito, ainda não sentei para estudar de verdade, mas agora já tenho dúvidas sobre qual método escolher. Mas vou por partes. Primeiro vou fazer o que o médico sugeriu. Se der certo, fico com ele até o marido aplicar o VasalGel e depois vejo se uso DIU ou esse método natural.

2 Comment

  1. Lia says: Responder

    Estou em dúvida sobre o melhor método contraceptivo pra mim. Meus pais não sabem que não sou mais virgem e não posso ir no médico. Vocês podem me dizer qual o melhor método? Tô pensando em usar uma injeção por mês. Algumas amigas me falaram dessa aqui http://cyclofemina.com.br/. Ela é boa? Vocês tem algum post falando sobre? Obrigada!

    1. Oi, Lia. Como eu disse no post, somente um ginecologista pode indicar o método contraceptivo ideal para você. Você não pode tomar esse tipo de coisa por conta própria e nem achar que o que as suas amigas tomam pode servir para você. Se você não pode ir no médico agora, usa camisinha. Boa sorte.

Fazer um comentário